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Visibilidade e Rastreabilidade em um mundo em tempo mais que real

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INTRODUÇÃO

Gradualmente o mundo se transforma em uma comunidade com maior habilidade digital. A tecnologia se incorpora a quase tudo e atua como elemento fundamental de nossas vidas. Possibilita mudar processos, modelos de negócios, estratégias, tomadas de decisão e interfere em nossa forma de nos comportarmos.  Tiramos, como nunca feito, proveito dos mecanismos de análise, afinal dados sem análise não leva a lugar algum. Alguns jargões já são adicionados ao nosso dia a dia, alguns até com estranhas traduções, como: aprendizado das máquinas, computação em nuvem, Inteligência Artificial, Big Data entre outros. No fim é o mundo das conexões, integrando sensores com a internet e possibilitando administra melhor o ambiente empresarial. As cadeias de abastecimento envolvem uma rede de recursos distribuídos por um ecossistema extremamente complexo e amplo.   As organizações se veem e se envolvem em uma jornada onde as operações precisam ser eficazes não apenas dentro das quatro paredes da empresa, mas em toda a cadeia de valor, interna e externa. É por isso que elementos como visibilidade dos fluxos de materiais e produtos, assim como a rastreabilidade de componentes e insumos passam a ter significativa importância, pois suportam a qualidade e níveis de serviço com o objetivo de proteger a imagem da organização e sua competitividade no mercado.

TRANSPARÊNCIA, VISIBILIDADE E RASTREABILIDADE

Qual a diferença entre transparência, visibilidade e rastreabilidade? Eu confesso que às vezes esses termos usados com frequência no mundo dos negócios causam algumas dúvidas.  Vamos desmistificar estes conceitos e aclará-los. Não só conceitualmente, mas também como eficientemente aplicá-los e tirar o melhor proveito na “Supply Chain”. Quando tocamos nestes elementos, existe hoje no contexto da economia digital, um viabilizador de suma importância que é a tecnologia.

TRANSPARÊNCIA

A transparência visa a captura e o compartilhamento de informações ao longo da cadeia de abastecimento. Importante aqui entender que o elemento transparência é eficaz quando olhamos para a cadeia de valor de forma holísticas, estendida, ou seja, envolvendo as diferentes organizações que fazem parte do ecossistema incluindo fornecedores, operadores logísticos, que não deixam de ser fornecedores, e clientes. Portanto a transparência refere-se a cadeia completa até atingir o consumidor que recebe o produto. Insumos e componentes, suas certificações e especificações, se inserem neste contexto, passando por vários estágios dentro da organização como planejamento, compras, manufatura e distribuição. Os atores da minha cadeia de valor têm responsabilidades. Claro! Afinal onde está a sustentabilidade? As empresas buscam segurança. Períodos de vigência de materiais interferem na qualidade do produto. Ser transparente, significa compartilhar dados e transformá-los em informação para evitar surpresas interna e externamente. É o conceito da colaboração. Sua empresa pode começar gradualmente, considerando o “Inbound” e o “Outbound”. No processo evolutivo é fundamental ter a cobertura “end-to-end” implementado para que a transparência permeie a cadeia de valor. 

RASTREABILIDADE

A rastreabilidade possui uma forte dependência da transparência. Contudo a rastreabilidade é mais granular, derivando para um nível de detalhe importante que é o produto e mesmo o seu lote de fabricação, granularidade esta que permite chegar na origem da causa se algum problema vir a ocorrer. Embora todos os segmentos tenham esta preocupação, alguns devem ter uma atenção ainda mais intensa em função de danos que podem ser causados à saúde de clientes e consumidores como alimentos e produtos farmacêuticos, além da indústria automotiva. A prioridade e a responsabilidade aumentam. Cada empresa deve avaliar potenciais riscos. No final vale para toda as organizações, pois está em jogo e a imagem e sobrevivência no mercado. Os dados coletados ao longo de toda a cadeia irá possibilitar a chegada na origem do problema. Assim característica de insumos, embalagens, manuseios, transportes, armazenagens devem proporcionar dados para avaliação. Produtos vencidos não podem permanecer nas gôndolas dos supermercados ou nas prateleiras das farmácias. Problemas de formulação, especificações fora de padrão e mesmo operações mal executadas tem sido motivo de graves problemas no mercado. Estamos habituados com o famoso “Recall” automotivo. Mas outros produtos também podem apresentar problemas e evidenciar a chamada para conserto ou troca. Que tal a responsabilidade e a imagem de colocar produtos alimentícios contaminados no mercado? Como identificar lotes e onde foram entregues? As exigências de consumidores aumentaram, assim como da vigilância sanitária. Há uma maior proteção a quem compra. Ainda bem. E, portanto, como empresa a responsabilidade social se torna prioritária.

VISIBILIDADE

A visibilidade basicamente combina os elementos transparência e rastreabilidade, possibilitando uma visão de toda a cadeia de abastecimento. A visibilidade permite visualizar os pedidos de compras, insumos, planos, estoques, entregas, pendentes de uma maneira integrada possibilitando inclusive identificar os elos mais fracos da cadeia e suas possíveis falhas. O sonho de todo executivo é ter esta visibilidade integrada que permita monitorar desde o fornecimento até o consumo e os indicadores associados. A experiência do cliente pode ser monitorada e atendida. Dados coletados em tempo real permitem respostas mais eficientes e efetivas. 

ÚLTIMA MILHA

Eu gosto muito da alternativa de monitorar a última milha, pois isso conecta efetivamente a organização com a experiência do cliente de forma rápida e em tempo real, além de criar um “mindset” voltado para o mercado e o cliente. Todas as áreas devem estar envolvidas nesta jornada e neste desafio. Não apenas a logística. Sim, colocar isso como um desafio é papel das lideranças. A partir daí, inteligentemente é possível administrar os elos mais fracos da cadeia e continuamente melhorá-los até chegar ao fornecedor. 

RESPALDO TECNOLÓGICO

A utilização da tecnologia está muito presente em nossas vidas. Da mesma maneira como participa nas vidas das empresas. O uso da tecnologia tem-se mostrado elemento fundamental no apoio a processos, indicadores e tomada de decisões. Invariavelmente, os projetos de respaldo e viabilização tecnológica obrigatoriamente precisa ter uma forte relação entre os objetivos organizacionais, as vantagens e a aderência funcional, além dos custos  e prazos envolvidos. Estamos na era onde tudo acontece rapidamente. Produtos se transformam, são substituídos, se depreciam numa velocidade fantástica. Novos modelos de negócios surgem frequentemente.  Tangibilidade e intangibilidade econômicas são elementos importantes na avaliação. Os projetos precisam ser rápidos e efetivos. Não dá para ter ciclos longos de implantação com retornos distantes. Seis meses já é muito tempo. Tudo muda neste prazo. Adaptabilidade, conectividade e velocidade de implantação. Existem bons aplicativos no mercado que se viabilizam dentro das características mencionadas acima. Buscar alternativas mercadológicas que desempenham funcionalmente bem, com grau de aderência adequada, facilidade de gestão e utilização, uso de plataforma em nuvem, baixo custo de manutenção, escalabilidade, consistência de mercado e de funcionalidades, e com baixo custo total de propriedade são algumas das características que devem ser avaliadas. Um conceito bastante usual e dinâmico que favorece esta visão corresponde à “torre de controle”, bastante em voga no momento e com muitas iniciativas no mercado nacional, ainda que pontuais.

CONCLUSÃO

Comprovadamente a área de “Supply Chain” apresenta substancial leque de oportunidades. Contudo requer conhecimento e liderança criativa para identificar as inovações e melhorias a serem implementadas. Costumo dizer que “Supply Chain” não é para amadores. É uma área que pode representar até 80% dos custos de uma organização. Evidentemente, incluindo os materiais e produtos mantidos em estoque ao longo da cadeia. Uma área que se bem administrada possibilita competir adequadamente. Em muitas circunstâncias as cadeias de abastecimento concorrem entre si. Os elementos transparência, rastreabilidade e visibilidade dão um norte satisfatório para que as organizações estejam preparadas. E a luz do que o cliente deseja e necessita – experiência do cliente – é possível atender a esta demanda eficientemente. A tecnologia não é descartável. Ela faz parte do que eu chamo de pilares essenciais para vencer: estratégias, processos, pessoas, tecnologias, competências e a habilidade de administrar holisticamente estes elementos para gerar competitividade e por conseguinte atender aos requisitos de empreendedores e acionistas. Não adianta ter os elementos básicos iniciais se não há liderança inventiva e criativa para integrá-los e torná-los úteis para a organização. Líderes e colaboradores passam a ser solucionadores de problemas com muito maior ênfase. Portanto vá ao mercado e identifique o que pode resolver seus problemas à luz da eficiência e demandas dos clientes e consumidores. Esperar pode não ser a solução! Boa sorte. Para o infinito e além.

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Paulo Roberto Bertaglia é autor do livro: Logistica e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento