Carregando

Otimização de custos nas operações logísticas

Img
Img
INTRODUÇÃO

Um dos equívocos mais comuns que tenho observado nas organizações de todos os segmentos e portes é o desprezo pelas operações logísticas no contexto das decisões estratégicas do negócio. Ora, claro que a logística é operacional. Contudo, a abrangência funcional desta área, incluindo transporte e armazenagem, traz importantes ingredientes na relação com clientes, fornecedores e nos custos empresariais. Nos dias atuais a ênfase que se dá à experiência do cliente nos leva a pensar neste “território” de forma diferenciada. A logística pode representar entre 15 a 35% dos custos do produto. As ineficiências podem ainda elevar este custo. O “custo Brasil” com altas taxas de impostos, malhas insatisfatórias e a matriz de modais não condizente com as nossas características geográficas elevam sobremaneira este percentual. As empresas acabam gastando mais do que deveriam. Falta planejamento financeiro orientado a logística e há uma baixa visibilidade das despesas. Visão extremamente operacional e dinheiro indo pelo ralo. 

Gostaria de trazer alguns pontos para reflexão, avaliando alguns caminhos importantes tais como: relacionamento e colaboração com clientes e fornecedores, foco nos processos e modelos, otimização de estoques, malhas de distribuição, personalização de produtos levando a uma pulverização dos centros de armazenagem e o próprio custo para servir o cliente. Tenho conversado com muitas pessoas sobre o tema. Logicamente o uso da tecnologia de forma inteligente e equilibrada se evidencia para tornar os processos mais eficientes. Em paralelo, é essencial pensar estrategicamente e fomentar uma cultura baseada também em recursos, não apenas em processos, visando colher os benefícios da otimização.

FUTURO: PROXIMIDADE COM CLIENTE

As expectativas de clientes e consumidores tem aumentado significativamente. Tais expectativas trazem desafios logísticos crescentes, afetando holisticamente a cadeia de abastecimento e por conseguinte toda a organização. Conhecer e adaptar-se a estas tendências torna-se então mandatório. Conveniência, sustentabilidade, agilidade e menores custos trazem uma gigantesca complexidade organizacional. É desafio? Com certeza. Mas não deixa de ser uma oportunidade importantíssima. Estar mais próximo do cliente, entendê-lo adequadamente pode trazer uma vantagem competitiva. Esta intimidade com o cliente leva a um relacionamento mais próximo envolvendo toda a cadeia de valor: fabricantes, fornecedores, distribuidores, operadores logísticos, varejistas entre tantos outros. Na minha opinião a palavra engajamento vem com força, tanto horizontalmente quanto verticalmente. Antes utilizada internamente, tenho provocado as pessoas a utilizá-la externamente e não apenas no contexto de vendas, mas em todas as funções da cadeia ampliada. Os mais arrojados, ou talvez nem tanto, vão partir para a inteligência artificial – uma vez mais a tecnologia fazendo a diferença – para coletar e compartilhar dados. A conectividade já está presente e permite esta abordagem. Cabe às organizações inteligentemente orquestrar a captura de dados e fazer o melhor uso deles. 

FOCANDO OS PROCESSOS

Os processos devem ser tratados com conhecimento e isentos de emoções. Por incrível que pareça existem controles organizacionais que são implementados baseados em estruturas comportamentais e ao gosto do usuário. É importante realizar uma avaliação isenta e focada no valor agregado das atividades.  Exemplos bem característicos a serem tratados:

  • Empresas de grande porte buscam controlar eficientemente as despesas. Algo ainda a ser desenvolvido nas pequenas e médias. Conhecer porque, onde e como se está gastando os recursos é vital. Sistemas tecnológicos centralizados podem contribuir com esta finalidade. E cá entre nós, o controle das despesas deve ser realizado sempre. Não apenas quando existe crise. Entender e administrar os custos, tanto fixos como variáveis, é condição necessária.  
  • Automatizar as operações manuais e que são repetitivas, pode eliminar erros substanciais e aumentar a produtividade. 
  • O uso de indicadores de desempenho é chave. É preciso medir para determinar o quão estão alinhados aos objetivos da organização.
  • Sou apaixonado por melhoria contínua. Este é um elemento que deve estar constantemente nas agendas organizacionais, independentemente de segmento ou de tamanho. Técnicas e filosofias devem estar em constante avaliação e usá-las onde e quando houver oportunidade para a eliminação de desperdícios na empresa. Kaizen, Teoria das Restrições, conceitos de “lean”, six sigma, para citar alguns, são possibilidades que podem ser utilizadas para buscar melhorias de processos.
USANDO A TECNOLOGIA

Seguramente a tecnologia passa a ser um viabilizador importante. É impossível desconectá-la de nossas vidas e das empresas. As possibilidades tecnológicas são extremamente amplas. Apresento alguns elementos que podem ser utilizados na otimização de custos. 

  • Rastreabilidade: Projetos de rastreabilidade são importantes para acelerar a identificação dos caminhos percorridos por materiais e produtos ao longo da cadeia. Na indústria de alimentos e nas farmacêuticas é ainda mais fundamental. Visibilidade e transparência são outros elementos importantes.
  • Warehouse Management System (WMS): A gestão dos armazéns é essencial para os processos logísticos e a cadeia de abastecimento de empresas que de alguma forma trabalha com estoques.  Através do uso da tecnologia, espaços são otimizados e a alocação e distribuição de materiais e produtos nas prateleiras, facilita a administração dos estoques.
  • Transportation Management System (TMS): Na minha visão, independentemente do tamanho da empresa, se ocorre a movimentação de materiais e produtos de um local a outro, a avaliação de um sistema de gestão de transportes pode ser relevante uma vez que ele pode trazer um melhor nível de serviço ao cliente, reduzir os custos de frete e aumentar a eficiência operacional, através da otimização das rotas.
  • Tecnologias portáteis: A utilização de tecnologias portáteis tanto dentro da empresa como fora dela se tornou algo bastante comum. Desde coletores, usando códigos de barras, rádio frequência, tecnologias baseadas em voz ou luz, entre muitas outras possibilidades. Tais tecnologias aumentam a produtividade e podem otimizar os custos. 
  • Big Data: os dados estão se transformando no “petróleo” dos tempos atuais. Portanto, sistemas decisórios, sensores e/ou similares oferecem um repertório tecnológico fantástico de cenários e alternativas.
  • Torre de Controle: em moda nos dias atuais, a torre de controle sincroniza as operações e otimiza os custos, permitindo variações funcionais importantes, desde malhas globais até identificação de disponibilidade de3 estoques mais próximos aos pontos de consumo.
  • Integração de sistemas: Integrar sistemas não apenas internamente, mas também em colaboração com clientes e fornecedores é uma das grandes ferramentas oferecidas pelo arsenal tecnológico nos dias atuais.
 CONCLUSÃO

A busca pela otimização da cadeia de abastecimento, especificamente a logística, pode trazer resultados positivos aos negócios. Os benefícios financeiros podem ser obtidos através de maior eficiência da mão de obra e melhoria na gestão dos custos, bem como um melhor retorno no capital aplicado. Outros elementos a serem considerados quando se aplica a gestão adequada nestes programas é a oportunidade para se reduzir os riscos do negócio, assim como possíveis danos à imagem e reputação da empresa. Quando um produto ou material não é entregue dentro das expectativas alguém sofre as consequências. Portanto, pensar em estratégia aqui é fundamental. A logística é estratégica. Pense bem nisso! 

Ao infinito e além. Se cuidem.

Caso tenha se identificado com o que abordamos durante esse artigo, ficamos à disposição para entendermos um pouco mais sobre a sua operação logística atual, e quem sabe em muito breve você e sua empresa também tornem-se um cliente da iTrack Brasil.

1-) Contato direto via iTrack WhatsApp 📲: (11) 99769-0736
2-) Conheça mais sobre o iTrack: Monitoração, comprovação e gestão de entregas e/ou coletas até a última milha

Paulo Roberto Bertaglia é autor do livro: Logistica e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento